Aprendi uma coisa nova com uma pessoa que vive (dorme) na rua - um sem abrigo, como se diz na normalândia - relativamente às estações do ano: o saudoso e doloroso frio do Inverno é mais silencioso e descansado que a histeria vulgar do Verão, que nos impede de dormir. [completamente de acordo, meus irmãos, meus mestres]
[I] A voz trémula [a] risca no ar uma fina linha vermelha [II] Em forma de pergunta, [b] o olhar intermitente de um sorriso [III] São flores silvestres [c] que tatuas na minha vontade [IV] De segurar a tua mão, [d] de passar o tempo a tentar responder [V] Em certas manhãs, [e] a tempo de continuar a ser [VI] Encontro absoluto de bichos-da-seda [f] para lá do tempo e da morte [VII] Sem mentiras nem remorsos [g] em silêncio, a sentir a voz da pele [I], [II], [III], [IV], [V], [VI], [VII] ou [a], [b], [c], [d], [e], [f], [g] ou [I], [a], [II], [b], [III], [c], [IV], [d], [V], [e], [VI], [f], [VII], [g]
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