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para... a três vozes, em Si Maior


[I] A voz trémula
[a] risca no ar uma fina linha vermelha

[II] Em forma de pergunta,
[b] o olhar intermitente de um sorriso

[III] São flores silvestres
[c] que tatuas na minha vontade

[IV] De segurar a tua mão,
[d] de passar o tempo a tentar responder

[V] Em certas manhãs,
[e] a tempo de continuar a ser

[VI] Encontro absoluto de bichos-da-seda
[f] para lá do tempo e da morte

[VII] Sem mentiras nem remorsos
[g] em silêncio, a sentir a voz da pele




[I], [II], [III], [IV], [V], [VI], [VII]
ou
[a], [b], [c], [d], [e], [f], [g]
ou
[I], [a], [II], [b], [III], [c], [IV], [d], [V], [e], [VI], [f], [VII], [g]





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Em memória de um nariz partido (ao Sá)

O chão bateu-me na cara Numa noite morna e esverdeada Lembrava pouco do que se tinha passado Antes de ser socado pelo passeio de cimento Levantei-me com uma máscara de sangue A escorrer como um cachecol  Ainda cortei uma mão numa poça envidraçada E sujei outra, não sei como, manga acima Numa mistela nauseabunda Havia monstros a falar muito alto e ao mesmo tempo Que me agarravam as mangas e puxavam Dezenas de faces obscuras e viciosas Amontoavam cacofonias indecifráveis  As luzes perfuravam-me os olhos E uma porção de barro, muito azeda, Bloqueava a minha garganta inerte Onde se sobrepunha uma cabeça De três toneladas de delirante cinética A tentar escapar do pesadelo No outro dia, não percebia como é que  O Rasputine me tinha deixado em casa Salvo, sujo e com o nariz partido

burocracia

receio o minotauro receio as bestas, por familiaridade mas sei que o perigo está nos labirintos diz o que queres, Maria.