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9 de maio

Apesar da saudade, não me apetecia ir já ter contigo
Por vezes, julgo que sim, mas na maior parte delas, sei que ainda não posso
Gostava que viesses tomar um café comigo
E que me trouxesses de prenda aquele sorriso tímido

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para... a três vozes, em Si Maior

[I] A voz trémula [a]  risca no ar uma fina linha vermelha [II]  Em forma de pergunta, [b]  o olhar intermitente de um sorriso [III]  São flores silvestres [c]  que tatuas na minha vontade [IV]  De segurar a tua mão, [d]  de passar o tempo a tentar responder [V]  Em certas manhãs, [e]  a tempo de continuar a ser [VI] Encontro absoluto de bichos-da-seda [f] para lá do tempo e da morte [VII] Sem mentiras nem remorsos [g] em silêncio, a sentir a voz da pele [I],  [II],  [III],  [IV],  [V],  [VI],  [VII] ou [a],  [b],  [c],  [d],  [e],  [f],  [g] ou [I],  [a],  [II],  [b],  [III],  [c],   [IV],  [d],  [V],  [e],  [VI],  [f],  [VII],  [g]

Em memória de um nariz partido (ao Sá)

O chão bateu-me na cara Numa noite morna e esverdeada Lembrava pouco do que se tinha passado Antes de ser socado pelo passeio de cimento Levantei-me com uma máscara de sangue A escorrer como um cachecol  Ainda cortei uma mão numa poça envidraçada E sujei outra, não sei como, manga acima Numa mistela nauseabunda Havia monstros a falar muito alto e ao mesmo tempo Que me agarravam as mangas e puxavam Dezenas de faces obscuras e viciosas Amontoavam cacofonias indecifráveis  As luzes perfuravam-me os olhos E uma porção de barro, muito azeda, Bloqueava a minha garganta inerte Onde se sobrepunha uma cabeça De três toneladas de delirante cinética A tentar escapar do pesadelo No outro dia, não percebia como é que  O Rasputine me tinha deixado em casa Salvo, sujo e com o nariz partido

burocracia

receio o minotauro receio as bestas, por familiaridade mas sei que o perigo está nos labirintos diz o que queres, Maria.