[ sobre o sublime concerto número dois, para piano e orquestra, de Rachmaninoff, tocado por Van Cliburn, em 1958, em Moscovo, em que, por instante, me distraí a pensar que lhe faltava uma nota
Se eu cortasse um dedo
Verteria o grude num copo de cerveja,
Tapava a fermentação com um trapo
E observava a eruptir-se a rosa podre
Que ninguém o tome
Que ninguém o beba
Este copo de cerveja
Guarda agora o meu sangue
O sangue da desavença entre
as falanges do meu dedo, que por mim
foi derramado
e por todos os eus atónitos
na sombra do corte e
que - cúmplices do gume -
não impediram
Para remissão das manias burguesas
Da anatomia pré-fabricada
Que desperdiçou num copo de cerveja
A memória jacente de um LÁ omitido
Se eu cortasse um dedo
Verteria o grude num copo de cerveja,
Tapava a fermentação com um trapo
E observava a eruptir-se a rosa podre
Que ninguém o tome
Que ninguém o beba
Este copo de cerveja
Guarda agora o meu sangue
O sangue da desavença entre
as falanges do meu dedo, que por mim
foi derramado
e por todos os eus atónitos
na sombra do corte e
que - cúmplices do gume -
não impediram
Para remissão das manias burguesas
Da anatomia pré-fabricada
Que desperdiçou num copo de cerveja
A memória jacente de um LÁ omitido
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