Entre dedos, o tamanho de um vaga-lume
Sobretudo a elegância proporcional
A combinar sob as varandas dos sorrisos
Como se a lareira da imaginação
Fervilhasse secretamente de agrado
E amiúde, os olhos, deixassem escapar alguma coisa
Um suspiro de luz que arrepiou o mundo
E em cima o peso menos inerte das cadeiras
E como nos podemos culpar?
Todos os dias chove em algum lado
Todos os dias alguém canta
Todos os dias o lobo caça
Quem poderemos culpar?
O mundo real está dentro das nossas cabeças
E está fora das nossas cabeças
Dentro da minha cabeça
As contas dolorosas do possível, do impossível
Fora da tua
Um adeus apressado atrás de um portão
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